Eu fiquei na dúvida, se falava sobre erros de software ou sobre teste, isso porquê o teste faz com que você perceba erros em seu sistemas, ou mesmo uma melhora significativa de seus códigos, para atender melhor uma necessidade (requisito) de um usuário final de sua aplicação.

Dito isso, você já parou para pensar que existem diferentes tipos de teste para cada quesito da aplicação ? Dúvida ? Estarei de caô ? Não, não! Existem diferentes tipos de teste para finalidades especificas de seu código, tais como: Usabilidade, Confiabilidade, Portabilidade e Acessibilidade.

Complicado não é mesmo ? Sempre queremos tirar aquele DUMP do nosso colo, para continuarmos nos nossos códigos e devaneios dentro do ABAP! Porém, é fato, que o bom desenvolvedor sabe, como ninguém, como testar uma aplicação dentro desses diferentes cenários.

Já vi muita gente falando mentiras do tipo: “É só um IF, não vai mudar nada, pode enviar pra produção” ou “Só apaguei uma Flag no começo do programa, se fosse importante era uma CONSTANT”, enfim, as mais diferentes desculpas para não ter que testar de novo, ou fazer aqueles rituais xamanicos no SOLMAN para enviar ao QAS.

Se não fosse importante, testar, esta categoria não estaria presente, de forma larga, dentro dos conceitos de engenharia de software do Presman e do Somervile que são Deuses gregos da Engenharia de Software.

No ciclo de vida do desenvolvimento, ou seja, no planejamento dos requisitos e nos passos seguintes para a codificação, temos o Teste de Software.

Bom, sem mais delongas e chorumelas, vamos aos fatos!

Teste de Usabilidade – Norma ISO/IEC 9126

Sabe aquele relatório, megazord, que foi super implementado ALV Orientação a Objetos até o c* fazer bico ? Legal né ? Mas e pra usar essa budega ? É fácil ? Essa parte da norma diz respeito ao quanto um software é usável, ou seja, fácil de se usar, e aprender a usa-lo, também deve ser levado em conta. Vamos a lista implícita dentro dessa categoria de usabilidade:

1. Pode-se aprender a usar o software rapidamente ? Este requisito faz parte da usabilidade, pois aprender a usar o software é ponto fundamental para engajar o usuário final, ou seja, a curva de aprendizado deve ser curta.

2. A operação do aplicativo é fácil ? Ou seja, usa-lo é prático e intuitivo? Este quesito é interessantes, pois um software esta intimamente ligado a facilidade de aprendizado e de uso, se é difícil aprender o seu uso não é tão prático.

3. Facilidade que o usuário tem de memorizar comandos ou ações dentro do software. Este requisito é interessante, pois é com ele que aquele usuário ocasional irá se recordar ou usar alguma lógica fácil para usar o aplicativo. Tente usar comandos que são intimamente ligados a realidade do comando. Um botão “Novo” para criar um registro no sistema, por exemplo, é um item que poderá ser usado como lei natural, o usuário já sabe, sem precisar aprender, que este item é para criar um registro.

4. Alertas e comunicação de erro: O sistema consegue “segurar” um erro, sem bloquear toda a aplicação ? E a mensagem para o usuário, é entendível ? Aquele DUMP vermelho da morte do SAP, não vai ajudar você a tornar a experiência do usuário maneira com as suas aplicações. Tente usar mais o try catch e prever os erros que podem ocorrer, isso fará você ter total controle dos erros e poderá enviar mensagens mais, digamos, amigáveis ao usuário.

Benefícios da usabilidade de um sistema

Imagine, você usando um sistema que você nunca viu, com um prazo apertado para executar uma determinada tarefa. Se este sistema for amigável, ou seja, for fácil de usar e tenha os atributos mencionados, a sua tarefa será realizada mais rápido, pois a ajuda que você precisa, estará bem na sua frente, na própria aplicação, com a ajuda do famoso F1 ou mesmo a interface do software, sendo limpa e fácil, você não precisará para a todo momento para pedir uma ajuda externa de alguém que tenha mais experiência no aplicativo em questão.

É claro que isso vai dar um incremento da qualidade do serviço prestado pelo operador do sistema, ou seja, o produto de software vai ajudar em um aspecto da vida real do usuário, fazendo com que ele fique muito mais satisfeito com o uso do software.

Outro aspecto que todo gestor gosta é na economia de custo do sistema, ou seja, é um sistema que demora menos para receber manutenção ou para ser desenvolvido. Melhorar a rotina de trabalho do usuário, nas fases iniciais do projeto, é bem melhor do que no go-live da aplicação por exemplo. Isso serve para quem desenvolve produtos para o SAP, por exemplo, ou pra quem desenvolve aquela super ferramenta case dentro da empresa.

A redução de teste da aplicação, depois dela pronta claro, é um grande sinal de boa usabilidade, pois o teste é executado de forma simples e rápida, tornando este passo do projeto bem mais rápido, encurtando o tempo de desenvolvimento da solução.

Não parece mas, se reduzirmos o custo de desenvolvimento da solução, melhorando a usabilidade, o software passa a ser mais barato, ou seja, gera uma vantagem competitiva do valor do sistema. São muito benefícios, parece até que estou vendendo alguma coisa rs, mas não isso é sério e poderá ajudar, e muito, o seu projeto.

Aspectos negativos da usabilidade ruim em um aplicativo

Como nem tudo são flores, apresento os aspectos negativos de você não se preocupar com a usabilidade de seus Reports, programas 🙂

Um software com usabilidade ruim, traz impactos de custo, pois a empresa terá que gastar com treinamentos para que todos os usuários aprendam a usar a nova ferramenta, porém, a usabilidade ruim faz com o que o usuário tenha que passar por muitas horas de treinamento, gerando um custo muito alto para a empresa e para os próprios usuários, na forma de tempo perdido.

Um aplicativo assim, desmotiva, totalmente, o interesse do usuário de explorar toda a ferramenta e de aprender coisas novas, pois tudo que é mais bagunçado, vai gerar, com certeza, uma frustração no usuário final do aplicativo.

Usuário vai ficar cansado logo e perder a sua produtividade, pois as dificuldades cansam a mente dos usuários e tornam o trabalho cada vez mais cansativo. Isso torna a produtividade coletiva dos funcionários, muito ruim, causando fadiga e lentidão nas tarefas que o usuário precisa realizar no sistema.

A cofunção, proporcionado por um erro de usabilidade, pode induzir o usuário a um erro, ou seja, ele fazer uma rotina que não era pra ser feita, porém o software da indicios, incorretos claro, de que o próximo passo é X e não Y, ocorrendo, assim, um erro de produção no sistema.

Gera insatisfação do usuário, gerando um abandono do aplicativo, logo o usuário vai achar algum outro jeito de realizar a mesma tarefa. Seja por software de terceiros, seja por acesso a banco de dados usando outras aplicações como MS Access ou mesmo o Excel.

O livro chamado “Ergonomia e Usabilidade” do Walter Cybis, indica que temos alguns pontos que uma usabilidade ruim pode causar na cabeça dos usuáriso:

Primeiro: Causa uma sobrecarga cognitiva no usuário, vulgarmente, chamada de estafa. Você que acha que trabalhar na frente do computador não cansa, tente jogar por horas seguidas, aquela fase bem complicada, você vai ter um esgotamento mental grande, imagine quem trabalhar com software e precisa usar uma ferramenta complicada, como vai estar depois de 8 horas? Quando isso ocorre, uma tarefa que antes era executada com velocidade e qualidade, fica prejudicada, pois o usuário, nesta fase, não consegue mais reconhecer os passos necessários para a sua execução.

Segundo: Sobrecarga perceptiva ocorre quando não temos uma boa visão dos itens do software, seja por conta da resolução ou mesmo as cores usadas na aplicação. Antigamente, tinhamos aqueles sites com fundo preto e links em azul escuro, isso realmente irrita, e claro, ter essas cores em um software, o torna um grande candidato ao fracasso.

Terceiro: Esgotamento físico ocorre quando precisamos executar muitos passos para realizar uma determinada tarefa dentro do sistema, um exemplo clássico é o acionamento de botões, que deveria ser simples, porém torna a atividade bem complexa. Aquele atalho de teclado com um zilhão de botões que devem ser acionados de uma vez.

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